Os Grãos de Kefir foram considerados um
presente de Alá entre os membros das tribos muçulmanas das Montanhas do
Norte do Cáucaso, que, por volta do século XVIII, já conheciam e
respeitavam os poderes curativos do leite fermentado por tais jóias
probióticas.Os Grãos de Kefir eram passados de geração em geração e eram
considerados uma fonte de saúde da família e das tribos, que defendiam o
processo secreto do Kefir e a arte da cultura da Matriz, com as suas
próprias vidas.
No início de 1900, dois irmãos de Blandovs que possuíam fábricas de
queijo no Norte das Montanhas do Cáucaso, foram contatados pela Sociedade dos Médicos Russos, para obter algum cultura de Kefir. Os irmãos propuseram usar uma mulher jovem bonita de nome Irina Sakharova, a persuadir um príncipe Caucasiano chamado Bek-Mirza Barchorov para doar-lhe um pouco dos Grãos de Kefir. Irina realmente deslumbrou o príncipe com sua beleza, mas ele se recusou a lhe dar quaisquer porções de suas jóias probióticas.
Porém como também não quisesse perdê-la, ele ordenou que alguns dos seus homens a seqüestrassem, quando ela voltava para casa. Contra sua vontade, eles a levaram de volta à corte, onde o príncipe esperava conquistar o seu amor e lhe propôs casamento. Irina recusou, sendo salva posteriormente pelos irmãos Blandovs e, apoiada por eles,
apresentou
queixa contra o príncipe no tribunal do Czar. O príncipe ofereceu ouro e
jóias a Irina, como reparação pelos crimes cometidos contra ela, mas ela recusou a oferta.
Ao invés disso, ela exigiu, e recebeu, jóias probióticas (Grãos de Kefir)! Em 1908, Irina Sakharova trouxe o primeiro Kefir para Moscou onde era medicinalmente usado com grande
sucesso. À idade de 85, Irina em 1973 recebeu uma carta do Ministro da
Indústria de Alimentos da URSS expressando seu reconhecimento e
agradecendo sua inestimável contribuição para o povo russo.
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